27 de abr de 2011


Alguém pode me dizer se estava
prevista na palma da minha mão
esta paixão inesperada
Se estava já escrita e demarcada na linha da minha vida
Se fazia já parte da estrada e tinha que ser vivida
Ou foi um desgoverno repentino que surpreendeu os deuses,
todos os que desenham o nosso destino
Ou foi um desatino, uma loucura
uma imprevisível subversão que só a patir de agora

eu trago marcada na palma da minha mão
Bruna Lombardi

24 de abr de 2011

Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo,
aconteça incontáveis vezes pelo caminho.
Que cada um deles crie mais espaço em você.
Que cada um deles cure um pouco mais
o que ainda lhe dói.
Que cada um deles cante uma luz que,
mesmo que ninguém perceba,
amacie um bocadinho as durezas do mundo.

Caio Fernando Abreu

20 de abr de 2011

O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender amanhã saber se reinventar.

Ana Jácomo


18 de abr de 2011

Estou realmente cansado. Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade... quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso.

Caio Fernando Abreu

17 de abr de 2011


Semana inteira mergulhda em Grey's Anatomy, ja se foram mais de 50 episódios a partir da primeira temporada, dando uma pausa pra começar a quarta temporada. Achei essa passagem interessante:

Quando dizemos coisas como “as pessoas não mudam”, deixamos os cientistas loucos.
Porque a mudança é literalmente a única constante da ciência.
Energia… Matéria… Estão sempre mudando. Transformando-se… Fundindo-se… Crescendo… Morrendo.
O modo como as pessoas tentam não mudar que não é natural.
Como queremos que as coisas voltem, em vez de as aceitarmos.
Como nos prendemos a velhas memórias, em vez de criarmos novas.
O modo como insistimos em acreditar, apesar de todas as provas contrárias, de que algo nessa vida é permanente.
A mudança é constante.
Como experimentamos a mudança, depende de nós. Pode parecer a morte ou uma segunda chance.
Se relaxarmos os dedos, nos desapegar, irmos em frente: pode ser adrenalina pura.
Como se a qualquer momento tivéssemos uma nova chance.
Como se a qualquer momento pudéssemos nascer de novo.

16 de abr de 2011


Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”

[Rubem Alves]

15 de abr de 2011

A palavra é: comprometimento.


A galinha até topou contribuir, mas o porco estava completamente comprometido.


Nenhuma luta haverá jamais de me embrutecer,
nenhum cotidiano será tão pesado a ponto de me esmagar,
nenhuma carga me fará baixar a cabeça.
Quero ser diferente, eu sou, e se não for, me farei.

Caio F. Abreu

12 de abr de 2011

Silêncio.
Que meu coração está descansando.
Dêem-lhe um pouco de paz.
Silêncio.
Ruídos, só de sorrisos. Sons, só do meu peito.
De choro, não mais.

11 de abr de 2011

Assistindo Grey's Anatomy, um dos meus seriados preferidos, que nunca deixa a bola cair, ao contrário sempre fica melhor a cada temporada... eis que me deparo com essa cena, regada a essa música... o resultado disso em mim? Lastimável. Bem na hora o meu telefone toca: ligação privada. Eu precisava tanto falar com alguém nessa hora...



Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas.
Clarice Lispector

9 de abr de 2011

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.

Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.

Seja o que for, era melhor não ter nascido,
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.

Vi todas as coisas, e maravilhei-me de tudo,
Mas tudo ou sobrou ou foi pouco - não sei qual - e eu sofri.
Vivi todas as emoções, todos os pensamentos, todos os gestos,
E fiquei tão triste como se tivesse querido vivê-los e não conseguisse.
Amei e odiei como toda gente,
Mas para toda a gente isso foi normal e instintivo,
E para mim foi sempre a exceção, o choque, a válvula, o espasmo.

Multipliquei-me, para me sentir,
Para me sentir, precisei sentir tudo,
Transbordei, não fiz senão extravasar-me,
Despi-me, entreguei-rne,
E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente.

Alvararo de Campos
Quero um par de asas e um sonho novo.
Quero sorrir estrelas para alguém.



Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito amor.

Mário Quintana

8 de abr de 2011

Temos aprendido, a duras penas,
que o bom da vida não está
em chegar às respostas,
mas sim em aprender
a conviver com as perguntas.


Pe. Fábio de Melo

7 de abr de 2011



Uma vida sem sustos. É o que desejo pra mim. Não estou dizendo uma vida sem decepções, frustrações ou êxtases: sem sustos apenas. Quero aceitar a potência dos meus sentimentos e não ficar embaraçada diante de reações incomuns. Poder receber uma ventania de pé, mesmo que ela me desloque de onde eu estava. De pé, mesmo com medo.

Martha Medeiros

6 de abr de 2011

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim.

Charles Chaplin

2 de abr de 2011



Mergulha no que te dá vontade. Que a vida não espera por você. Abraça o que te faz sorrir. Sonha que é de graça. Não espere. Promessas, vão e vem. Planos, se desfazem. Regras, você as dita. Palavras, o vento leva. Distância, só existe pra quem quer. Sonhos, se realizam, ou não. Os olhos se fecham um dia, pra sempre. E o que importa você sabe, menina. É o quão isso te faz sorrir. E só.

Caio Fernando Abreu

1 de abr de 2011


Porque há ainda no mundo, graças a Deus, almas-astros onde eu gosto de me refletir, almas de sinceridade e de pureza sobre as quais adoro debruçar a minha.

Florbela Espanca